Blog de pedro_rock13


"cocksucker blues”, o filme

src="http://s.wordpress.com/wp-content/plugins/adverts/adsense.js?1" type="text/javascript">

CocksuckerBlues1-795014

vazou nesta quinta-feira, na internet, o controverso documentário “cocksucker blues” dos rolling stones, talvez um dos filmes mais raros e - por que não – mitológicos da história do rock.

em 1972 os rolling stones voltavam à américa para sua primeira turnê desde 1969, que terminara tragicamente com a morte de um espectador esfaqueado por um hell’s angel durante um show da banda em altamont (documentado no excelente “gimme shelter”, dos irmãos maysles). para tentar aliviar a barra da banda, mick jagger e companhia resolveram registrar a turnê de 1972 em mais um filme.

apesar do novo filme ter como objetivo reconciliar a banda com o público e a imprensa dos eua, eles não queriam manchar sua reputação de “banda mais perigosa do mundo”, conquistada com extrema dedicação ao lema “sexo, drogas e rock’n'roll”. para a direção do filme convidaram o fotógrafo robert frank que só aceitou o trabalho sob a condição de que nada seria censurado. ele teria acesso a todos os momentos da banda e poderia filmar tudo que quisesse, da forma que quisesse.

frank então teve a idéia de espalhar câmeras entre a entourage dos stones para que qualquer um pudesse pegar e sair filmando o que achasse interressante. depois do filme pronto os stones se arrependeram e resolveram boicotá-lo com medo de que fossem proibidos definitivamente de pisar na américa por causa das cenas de sexo e uso de drogas no filme. vale lembrar que nessa época eles (keith, principalmente) tinham sido presos várias vezes (algumas nos eua e canadá), por posse de drogas.

a banda conseguiu um acordo na justiça que dizia que o filme não seria lançado e que só poderia ser exibido em sessões onde o diretor robert frank estivesse presente. é sabido que o filme chegou a ser exibido em sessões privadas na casa de amigos, como john lennon, por exemplo. antes dessas exibições era mostrado um aviso sacana: “excetuando-se as sequências musicais, todos os eventos retratados neste filme são ficcionais. qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência”.

RS_ blues002

desde que eu ouço falar desse filme tinha em mente que fosse uma putaria só. dizia-se que os raríssimos bootlegs disponíveis (marilyn manson diz que possui uma cópia do filme) valiam alguns bons milhares de dólares já que continham cenas de mick jagger e keith richards em orgias homéricas, consumo desenfreado de drogas pesadas e muita, mas muita putaria. daí fui lá ver o filme e…

RS_ blues01

sim, tem putaria, tem consumo de drogas, tem keith richards jogando uma televisão pela janela, tem um radialista chamando jagger de “lúcifer do rock” e ainda tem participações de andy warhol, truman capote, tina turner, steve wonder e até do dick cavett. mas não achei nada demais. 

numa época em que videozinhos de amy winehouse e pete doherty usando drogas pesadíssimas, kate moss cheirando cocaína e britneys e lady gagas mostrando tudo para paparazzis de plantão, (sem falar nas sex-tapes de famosos que surgem dia sim, dia também) o filme parece até que é bem leve.

chamar “cocksucker blues” de documentário é um pouco demais. a não ser que o filme vazado seja um rascunho em processo de edição do filme verdadeiro, pode-se dizer que o filme não passa de um amontoado de imagens monótonas e tremidas da banda em quartos de hotéis e bastidores em geral. as imagens de shows são pouquíssimas, a banda pouco fala e quando fala não é nada que se aproveite. dá-lhe imagens de roadies discutindo a inflação do preço da cocaína ou então de keith richards falando sobre o mal que a suíça lhe fez (reza a lenda que ele foi internado nos alpes suíços para “trocar todo o sangue” de modo a se curar do vício em heroína).

RS_ blues003

as imagens de putaria, se considerarmos o filme todo, não chegam a somar três minutos. excetuando-se uma parte em que mick jagger simula se masturbar, e outra em que keith richards parece estar tomando uma dose de heroína, a banda aparece em atos libidinosos ou de consumo de drogas apenas como coadjuvante. todos os atos “explícitos” ficam a cargo de membros da equipe da banda. na tão falada cena da orgia no avião a banda está fazendo – acreditem – um samba (com direito a cuíca e keith richards no pandeiro) enquanto o fuck fest rola solto. mas nada que vá corar quem cresceu assistindo cine privé na band nas noites de sábado.

a impressão que dá é que esse vazamento já surge meio datado em 2009. mas é bom para derrubar mais um mito. e mitos quase sempre parecem ser bem mais do que realmente são, caso contrário não seriam mitos. “cocksucker blues” está longe de ser o documentário definitivo sobre os rolling stones, como foi muitas vezes alardeado por aí. existem vários que fazem mais justiça a este título, o já citado “gimme shelter” é um deles. mais do que qualquer coisa, o filme apenas satisfaz um assustador desejo voyerístico e passageiro que alguns fãs talvez tenham. nada mais. logo logo surge uma versão com imagens de melhor qualidade para download.

se tem uma coisa no filme que realmente pode-se dizer que é uma pérola é a apresentação que eles fizeram no madison square garden no dia do aniversário de mick jagger. stevie wonder sobe ao palco para uma jam e canta “parabéns a você”. no fim, ainda há uma guerra de comida no palco com bolo voando para tudo que é lado. essa parte em especial não está no filme, mas no youtube tem tudo.



Escrito por pedro_rock13 às 12h55
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

Fiquei alguns dias sem computador. Descobri que eles também são corruptíveis como os homens. Ao menos foi isso o que me informou o técnico: seu computador corrompeu um arquivo de inicialização do Windows. Paciencia. Por falar em paciencia ando sem isso ultimamente. Desde que começamos a filmar o curta FORASTEIRO SEM PAZ, o que me mais anda me faltando é justamente paz e paciencia. Eu adoro cinema. Estou adorando esse projeto de fazer um filme de Faroeste sem ter recurso algum. Sinceramente eu gosto de tudo dentro do cinema. Eu não me importo de ter que correr atrás das coisas, de ter que contactar pessoas o dia todo, isso eu acho o máximo. O chato é depender dos outros. Isso é foda. Não estamos conseguindo concluir o FORASTEIRO por conta de que o dono do bar é bastante inacessível. Ele é empresario e está pouco se fudendo pro filme. A questão é que precisamos rodar esse filme até o fim de semana. Isso por que eu volto a trabalhar na segunda feira, pra logo em seguida ir pra Sampa na terça e assistir ao show do ilustre Chuck Berry. A questão é que as filmagens estão paradas e isso me deixa louco. Afinal isso aflige a todos na produção. Estamos com uma produção quase impecável. Faltam poucos detalhes pra gente conseguir um cenário perfeito, no entanto, a questão burocrática mais uma vez atravanca a arte. O bom dessa experiencia com o FORASTEIRO é que pra poder filmar esse curta eu fiz meu dever de casa e acabei por assistir a quase todos filmes do SERGIO LEONE, inclusive a trilogia POR UM PUNHADO DE DÓLARES, POR UNS DOLARES A MAIS e O BOM, O MAL EO FEIO. Essa trilogia com o Clint Eastwood é arte pura !! Belíssimos filmes. O gostoso de estudar esses filmes é perceber o quanto eles contribuiram para o cinema moderno. Em minha lição de casa acabei por assistir aos filmes do TARANTINO também e fica evidente o quanto os filmes do Sergio Leone inspiraram Tarantino. Ele o imita em muita coisa. Sem contar que usa em todos seus filmes música do Ennio Morricone, assim como o Leone e assim como nós estamos usando. Até esse ultimo filme do Tarantino Bastardos Inglórios tem música do Morricone. Mas o mais curioso que percebi estudando KILL BILL que é uma homenagem explicita tanto aos filmes orientais como de velho oeste é que o Tarantino se rendeu ás intervenções gráficas e a linguagem videoclipada. Quando Tarantino era desconhecido ele vendeu dois de seus roteiros para descolar uma grana. Um deles foi AMOR A PROVA DE BALA que o TONY SCOTT ( diretor que eu idolatro ) dirigiu. Na época o Tarantino criticou o filme dizendo que ele possuia uma imagem bastante semelhante com video clipe. Reasssiti ao filme e não vi nada disso. No entanto, em KILL BILL Tarantino caiu de joelhos a essa linguagem videoclipada que o cinema inglés soube fazer tão bem, principalmente nos filmes do Guy Richtie como SNATCH e do Danny Boyle. Eu particularmente acho o máximo esse tipo de visual. Sinceramente me interessa muito cinema que explora esse recurso e agora parece que Tarantino teve que dobrar a língua. Por falar nele ontem foi a pre estreia do Bastardos Inglórios nos EUA. Parece que o filme não foi muito bem aceito. Do nosso lado eu só posso torcer para que completemos o filme nesse final de semana, caso contrário, a demora pode esfriar os animos. Um grande abraço aos amigos. Estou totalmente sem animo pra escrever.



Escrito por pedro_rock13 às 18h00
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

EXPULSOS DO VILA

Já cantava o Mick Jagger naquela canção Old Habits Die Hard: velhos hábitos são difíceis de mudar, ou se preferir, não se pode ensinar novos truques a um cachorro velho. Semana passada fomos até o Vila Dionísio pra testar a luz sobre um curta que eu escrevi e que estamos tentando filmar. O roteiro pede um bar que sugerisse um lugar fora de época e se possível numa terra estrangeira. O Vila Dionísio era sem dúvida o local ideal. Sugestão de meu amigo Tiago Spina. Então, na terça feira fomos até lá eu, o Pit Jones que é meu ator pro monólogo e mais uma figura conhecida que não vou citar o nome pra não dar processo. Quase fui processado por essa mesma pessoa há tempos atrás por escrever algo que esse cidadão de bem julgou não pertencer a verdade. Então pra evitar acaloradas discussões, vou omitir o nome da terceira pessoa. Enfim, fomos até o Vila Dionísio em plena terça feira e esperamos lá na porta o bar abrir para pedirmos permissão para testarmos a luz do ambiente e também para poder filmar no futuro. O segurança já arrumou caso de que não podíamos ligar a camera sem antes conversar com o dono. É como eu sempre digo: faça primeiro e peça permissão depois. Se não tivéssemos comentado nossa intenção, teriam deixado a gente filmar. Como nos pronunciamos, ficamos visados. Todos podiam portar máquinas, menos nós. A questão é que não havia ninguém no bar por que era muito cedo. Enquanto conversávamos sobre o roteiro, fomos pegos por nossos pontos fracos: bebida e mulher bonita. Impressionante, não eram nem 20 horas e o bar começou a ficar atulhado de mulher. Todas bebendo cerveja com muita sede. Não entrava homen no bar, somente mulher. Impossível ficar impassível diante disso. Começamos degavar: pedindo 3 cervejas de uma vez. A idéia era ficar o mínimo possível no bar e cair fora o quanto antes. Não foi assim. Cerveja e mulher bonita: nitroglicerina pura !!!! Foi o que bastou. Eu estava abstêmio há vários dias. Começamos a beber e o negócio foi longe. Animamos. O Pit teve que ir embora no auge da alegria. Levamos ele embora e voltamos pra mais algazarra. Dessa vez estávamso muito animados mesmo. Tomamos tudo o que podíamos. O resultado: eu no auge da euforia, subi em cima da mesa e comecei a dançar lá em cima. Mas isso tinha uma explicação. Nossa mesa era a última e parecia haver um desnível. Por isso eu achei prudente ficar em cima da mesa pra me sentir em pé de igualdade com as beldades ao meu lado. O segurança me viu várias vezes e não achou estranho. Ele só estranho quando eu deslizei meu copo de cerveja sobre a mesa até o Senhor X. Minha taça se estilhaçou contra a taça do Senhor X. Como era a quarta taça que o segurança viu quebrando na mesa, veio intervir. Sem pestanejar eu o mandei tomar no cú. Foi aí que ele não gostou. Ele me perguntou: o que voce disse ? E eu respondi: - Ah, vai tomar no seu cú.  Mas eu não disse isso bravo. Eu disse de maneira inconsequente, como quem fala a um amigo.  Infelizmente o segurança estava bastante sensível neste dia e não gostou do lugar aonde eu mandei ele tomar. Ele anunciou em voz alta: Voces estão expulsos. Fora daqui. A boa coisa em ser expulso de um bar é que voce não tem que amargar aquela fila enorme pra pagar a conta. Eles te passam na frente de todo mundo. O lado negativo é a gente não mais poder filmar nesse bar.  Como o bar é grande o segurança que nos expulsou nem sabia de nossas intenções cinematográficas, mas mesmo assim o Zanin, dono do bar não respondeu ao meu email até hoje. Pelo visto vou ter que achar um outro ambiente pra filmar. Uma puta mão de obra. De qualquer modo, essa situação é interessante pra ilustrar o quanto os seguranças são sensíveis hoje em dia. Voce nem pode mandar eles pra puta o que pariu que eles ameaçam chorar ou então resolvem te expulsar do bar. Hoje em dia um segurança pode te processar por xingar a mãe dele. De qualquer modo, além de não me envergonhar de tal caso, trago comigo até uma certa dose de orgulho. Afinal de contas aquela veia anarquica que pulsava em nossos corações ainda bate com vigor. Ou como diria meu amigo Marcelo Éboli o Punk Rock ainda está presente na gente.  É como eu disse no começo, não se pode ensinar novos truques a um cachorro velho.



Escrito por pedro_rock13 às 18h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

BOOGIE NIGHTS - PRAZER SEM LIMITES

Reassisti a um filme incrível. Eu me lembro que Trainspotting chegou as cinemas em 1996. Um amigo de república em Londrina foi assistir e voltou extasiado. Eu nunca tinha visto algo tão dinâmico e empolgante no cinema desde então e me tornei um fã maluco do filme. O Rafael Bensaúde que era um grande amigo de Londrina, me mandou uma carta ( aquele tempo ninguém tinha internet nem email ) de São Paulo alucinado em 1998 me falando pra correr ao cinema pra assistir a um filme tão incrível quanto Trainspotting. O filme se chamava BOOGIE NIGHTS. Eu me lembro que naquela carta ele contava que a câmera seguia os atores e entrava debaixo d´água na piscina. Quando assisti Boogie Nights pela primeira vez eu terminei a fita, rebobinei e assisti o reassisti no mesmo instante. Foi realmente chocante. Fiquei muitos anos sem ver esse filme e ontem o reassisti com muito prazer. BOOGIE NIGHTS – PRAZER SEM LIMITES é sem dúvida uma grande proeza e um fenômeno do cinema. A grande injustiça a cerca deste filme é que devido a sua temática altamente adulta, ele teve que ser classificado como recomendados a maiores de 18 anos. Isso por que ele traz uma cena chocante e inovadora no final que é uma cena antológica e ao mesmo tempo escatológia na medida em que mostra o ator em nu frontal expondo seu pênis de 33 cm. Evidentemente o pênis é falso. Mark Walhberg utilizou uma prótese pra essa cena tão ousada. Mas essa ousadia custou um certo animato a esse filme masgistral.

 

A hitória de Boogie Nights é muito divertida e ela é inspirada na vida de John Holmes, uma estrela dos filmes pornô nos anos 70 e 80. John Holmes foi uma lenda da indústria pornográfica por possuir um membro gigante, mas também conheceu o lado negro da fama se tornando um grande viciado em drogas e por terminar seus dias infectado com o vírus da Aids. O mais triste na história de John Holmes é que ele mesmo sabendo que tinha Aids, manteve sigilo e ferrou com uma pá de amigos cenário pornô que contracenaram com ele sem saber que estavam sendo infectado. A questão é que Boogie Nights não conta a vida de John Holmes, o filme apenas se inspirou na vida dele.

 

A história se passa nos anos 70 antes da chegada do vídeo casseta na casa das pessoas. Nesse período quem queria assistir a um filme pornô tinha que ir no cinema. Por isso os atores pornô tinham pretensões em serem atores de verdade e decorarem as cenas e apartir de então até ingressar em Hollywood. Então durante os anos 70 tudo era mágia, encanto e muito glamour para os pornógrafos. Esse momento do filme é tratado com muita festa, com alto astral, com a vida sendo generosa para os astros pornô.

 

Já nos anos 80 a chegada do vídeo cassete acabou com a festa do cinema e tudo ficou menos dramático durante as filmagens. Nesse momento o cinema pornô entra em decadência arrastando diversos atores e artistas com ele.

 

O filme é MARAVILHOSO. Muito divertido e uma aula de cinema. Quem dirigiu foi um cara chamado PAUL THOMAS ANDERSON um iniciante que só havia dirigido curta metragens.Pode-se dizer que Boogie Nights é seu primeiro filme. E que filme. Esse filme tras tudo que eu gosto em cinema. Travelings até o rosto das pessoas, cenas em câmera lenta, Split Screen, Flashback além de incríveis atuações de atores até então desconhecidos. Quem faz o protagonista é chato mala do Mark Wahlberg que está excelente nesse filme. Nessa época o Wahlberg não era ator, ele era modelo da Kalvin Klein e começou sua vida de ator no melhor papel da sua vida. Infelizmente depois desse filme só fez cagada. Seu filme de maior produção foi O PLANETA DOS MACACOS do Tim Burton, depois disso descambou pra filmes B e espero profundamente que ele pare de atuar. Seu primeiro papel foi excelente. Juliane Moore, outra mala que ficou conhecida depois desse filme, também está ótima. Um puta ator e que arrebentou foi o comediante JOHN C. REILLI ( ele até parece sócia do Bill Murray ) deu vida ao filme. Outro mala mas excelente ator é o Philip Seymour Hoffman que atua muito. A grande revelação além de Wahlberg foi Burt Reinolds o eterno canastrão que também fez o melhor papel da sua vida, pelo qual ganho o Oscar de melhor ator coadjuvante. Quem imaginava o Burt Reynolds ganhando um Oscar ?

 

O fato é que existe algo que acontece com certos diretores como é o caso do Paul Thomas Anderson, do Danny Boyle e do Fernando Meirelles que não entra na minha cabeça. Eles começam com tudo e com pouco orçamento. Fazem Boogie Nights, Trainspotting e Cidade de Deus, daí quando todo mundo cresce os olhos nos caras e enchem os caras de orçamento eles só fazem merda. É o caso do ingles Danny Boyle. Depois que foi pra Hollywood só fez merda. Agora que voltou a filmar com menos orçamento e com capital ingles voltou a velha forma com seu último filme revela : QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO. O ultimo filme do Paual Thomar Anderson eu nem consegui terminar de assistir que é Sangue Negro. Vai entender.

 

Só sei que Boogie Nights é um filme divertidíssimo. Mostra os bastidores dos filmes pornôs ( algo que todo mundo tem curiosidade ) e retrata os anos 70 e 80 com  bastante fidelidade e com muito humor e alto astral. Um grande filme que consegue arrancar interpretações entusiasticas. Ah, inclusive tem um cena ( uma das minhas favoritas ) em que o ALFRED MOLINA faz a cena de um traficante de drogas extremamente alucinado que é a coisa mais legal do filme. Eu queria ter escrito aquela cena. Como eu queria ter escrito aquela cena. Tem tudo o que eu gosto de colocar em minhas estórias. O Alfred Molina é conhecido por fazer pontas em filmes. Ele nunca ganhou um papel principal, com exceção do Dr. Octopus em Homem Aranha 2. Ele arrebentou nessa ponta.

 

Sou simplesmente alucinado por esse filme. Eu teria dado um braço pra poder fazê-lo. Uma grande dica pra quem quiser se divertir e aprender o que é cinema de verdade: BOOGIE NIGHTS – PRAZER SEM LIMITES.

 

 



Escrito por pedro_rock13 às 13h43
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




AS FÉRIAS

 

Ah as férias. Como é agradável. Há algum tempo meu conceito de riqueza mudou. Hoje pra mim rico é aquele que pode acordar a hora que quer. Acho que despertar naturalmente não tem preço. É a maior riqueza que posso ter. As férias são um pouco como um tesouro maldito. Voce vive pensando nele, mas quando consegue, não sabe o que fazer com ele. De qualquer modo ando aproveitando pra regatear. Assisti a vários filmes. Todo dia assisto há pelo menos 2 filmes. Os que valem a pena serem destacados são : MANDERLAY que é a continuação de DOGVILLE. Manderlay começa exatamente aonde parou o primeiro. Tudo exatamente igual, o tipo de cenário, a narração, os 8 capítulos, a única diferença são os atores. Quem faz o papel de Grace desta vez é um atriz que desconheço. De qualquer forma, o filme é bacana e trata também de exploração, no entanto, desta vez a exploração se passa nas fazendas de algodão do Sul dos EUA e os negros são as vítimas. Grace mais uma vez abandona a vida de luxo pra poder se dedicar aos excluídos. O filme é bacana mas não chega a ser como DOGVILLE, onde tudo foi perfeito. Assisti STONED – A HISTÓRIA DE BRIAN JONES. Um filme bem bacana que conta o suposto “ acidente “ do guitarrista dos Stones em 69.  Fiquei de cara com a produção desse filme. Muito fiel, muito cuidadosa. Impecável. Desde as escolhas dos atores ao local escolhido como cenário. O filme tenta e consegue reproduzir ao máximo o estilo de vida do excentrico Brian Jones. Outro filme que me impressionou demais e do qual eu sempre tive receio de assistir foi OITO E MEIO – do Fellini. Eu sempre tive medo de assistir e achar uma merda. Mas o filme é muito louco, muito dinâmico. Tem um ritmo legal e a fotografia em branco em preto é excelente. Eu adorei o splot ( um cineasta com crise de criatividade se interna numa clínica onde passa a ter conversas com a equipe de filmagem assim como devaneios sexuais ). O único problema é que não consegui chegar nem na metade do filme pois as legendas estavam fora de sincronia e  eu tinha que parar o tempo todo e ajeitar as coisas, até que enchi o saco.

 

O filme que mais chamou minha atenção foi um filme que já tinha assistido na Sessão da Tarde há muito tempo, mas que mesmo assim conservava nítida muitas passagens: KRAMER VS  KRAMER. Que filme lindo. Eu fiquei dias impressionado com as atuações do Dustin Hoffman e da Merryl Streep. Como eles eram bons. O trabalho de ator do Hoffman está em outra dimensão. Fico pensando como um ator pode chegar num patamar tão alto e depois piorar ? Os filmes atuais do Dustin Hoffman são péssimos. Mas como ele era bom !!! Eu nunca gostei muito da Merryl Streep pois ela sempre foi uma queridinha de Hollywood, principalmente quando abocanhou 2 Óscars seguidos. Ela é outro exemplo de decadência pra mim. Mas nesse filme ela atua muito. Como um filme com um tema tão comum e sem trama pode ser tão bom ? KRAMER VS KRAMER trata de um casamento que termina e o marido passa a lhe dar com a responsabilidade de cuidar do filho, até que sua mulher um ano e meio depois resolve lutar na justiça pra reaver a guarda do filho. Um tema impressionantemente chato, mas que rendeu um filme imprecionante. Eu chorei nesse filme e olha que isso está cada vez mais dificil. A atuação do Hoffman foi tão espetacular que resolvi assistir a outro clássico dele de 82 TOOTSIE. Muito legal também. TOOTSIE conta a história de um ator que é muito bom, mas que por ser briguento não consegue mais emprego em lugar algum. Então ele se veste de mulher e consegue um papel feminino na Tv, sem que ninguém saiba que ele é homem. Filme engraçadíssimo e ao mesmo tempo lindo e sério. Muito bom. Estou com mais um punhado de filmes pra assistir. Entre eles: COVA RASA, VANISH POINT, BOOGIE NIGHTS, O HOMEM QUE QUERIA SER REI.  Por mais enfadonha ou tediosa que sejam as férias, eu repito: não há nada como estar de férias.



Escrito por pedro_rock13 às 15h05
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CORAÇÃO DE CAÇADOR

UM DOS FILMES MAIS LEGAIS QUE JÁ VI NA VIDA

 

Ontem realizei um desejo antigo: reassistir a um dos filmes que mais gostei na vida – CORAÇÃO DE CAÇADOR do meu grande ídolo CLINT EASTWOOD. Eu não posso dizer que tive uma adolescência normal. Fui extremamente reprimido pela minha mãe e quando adolescente me refugiei no mundo dos quadrinhos e do cinema. Lembro-me que nem de Rock eu gostava. Enquanto os adolescentes piravam em bandas eu assinava a revista Set de cinema e colecionava tudo em relação a filmes. Lembro-me de que no ano de 1992 e 1993 eu tinha gravado esse filme em VHS e o assisti dezenas de vezes. Depois disso passei mais de uma década sem assistí-lo, mas muitos diálogos e cenas ainda eram bastante vívidos em minha memória.  Passei a procurar por esse filme em muitos sebos e locadoras. Todos minhas buscas se mostraram em vão. Ao que parece as locadoras acreditam ser esse um filme menor do Clint Eastwood que pouca gente iria assistí-lo. Pode até ser verdade, mas isso acontece por que poucas pessoas ouviram falar ou conhecem a história genial desse filme. Eu sempre fui fã do CLINT EASTWOOD. Adoro os filmes de Western que fez com o SERGIO LEONE. Ele criou um estereótipo do machão sem nome e calado, que não é nem bom nem mal e  que eu acho bem  bacana e muito mais legal do que os tipos feitos por John Wayne ( que eu acho chato ). Sempre achei o Eastwood novo a cara do Wolverine e também não consigo desassociar sua fisionomia com a de meu tio Zú um grande fã de Eastwood e o cara que me iniciou no gosto pelo cinema. O Eastwood depois de trabalhar com Sérgio Leone fez dezenas de filmes ruins nos anos 70 trabalhou bastante com um diretor chamado DON SIEGEL e teve uma carreira mediana, sem contar que foi prefeito de uma cidade da California. Mas o Eastwood começou a fazer bastante diferença quando partiu para trás das câmeras e começou a dirigir seus próprios filmes. Acho ele fantástico na direção. Um exemplo a ser seguido no que diz respeito a simplicidade e economia. O Clint é muito econômico e isso pra mim faz toda diferença. Ele estreou na direção com BIRD que conta a história do músico de Jazz CHARLIE PARKER. Meu amigo Rato adora esse filme, eu nunca o assisti mas vou colocá-lo na lista. Depois dessa estréia na direção Clint nunca mais pisou na bola. Dirigiu UM MUNDO PERFEITO, SOBRE MENINOS E LOBOS, MENINA DE OURO, GRAN TORINO entre uma pá de outros filmes, sempre economico, simples e eficaz. Nunca se viu um único efeito especial num filme do Eastwood. Ele é da velha escola e sabe que não precisa desses recursos pra promover o bom cinema. Ele sabe que o que faz um filme é um bom roteiro e não imagens sensacionais. Um grande exemplo disso é um dos meus filmes prediletos: CORAÇÃO DE CAÇADOR. Eu sou particularmente MUITO, MAS MUITO fã desse filme. Acho fantástico os diálogos e a interpretação de Clint. É um filme pra toda vida. Não pode deixar de ter na minha prateleira. Poucas pessoas o conhecem e ele não fez sucesso  no cinema, mas é um dos filmes mais legais que assisti em toda minha vida.

 

CORAÇÃO DE CAÇADOR conta a história do grande diretor de cinema nos anos 40 e 50 JOHN HUSTON que no filme é encarnado por Clint Eastwood e se chama John Wilson. Na trama John Wilson que é extremamente excentrico e uma pessoa dificil de lhe dar se encontra falido e vê como uma das formas de saldar suas dívidas  fazer um novo filme na África. Pra isso ele convoca seu roteirista e amigo Pete Verril e partem para a África ignorando aos atores e aos produtores. Na realidade Wilson está obcecado com a idéia de matar um elefante. Ele quer fazer o filme na África para poder realizar um safári. No continente negro ele contrai o que se costuma chamar de febre de caçador que seria uma compulsão irresistível por abater um animal no safari. Um homem extremamente culto com um desejo selvagem e irracional. Isso não parece ter sentido, mas se a gente observar HEMINGWAY vamos perceber que para certos espíritos o mundo selvagem e o risco caminham junto com arte e com a audácia de viver. A questão é que quando a equipe de cinema chega na África, Wilson ainda não matou seu elefante e ele não vai medir esforço para que isso aconteça. Ele vai até as últimas consequencias dentro desse seu desejo irracional. Mesmo que isso lhe custe o filme.

 

A princípio um Plot desses, ou seja, uma trama dessa não parece ter nada de especial. No entanto, o desenrolar do filme é maravilhoso. Primeiro pela personalidade de John Wilson. Ele é extremamente excentrico e brigão. Um homem culto que não pouco palavras para agulhar a hipocrisia que permeia Hollywood. Ele é capaz de num jantar propor um brinde e falar abertamente que seu amigo está paquerando a mulher do produtor. Ninguém tem coragem de desafiar John por que ele é o melhor com as palavras. Ninguém consegue vencê-lo no duelo verbal. Ele consegue ser ácido com muita propriedade. Um gigante imbatível. E quando tem que sair na mão com alguém, ele sai. Sua conduta de vida é um tanto extravagante: ele costuma tratar mal aos poderosos e costuma puxar o saco daqueles que não tem nada a lhe oferecer. Dentro das perspectivas que esse maravilhoso personagem possibilita, se encontram cenas impagáveis em jantares e discussões sobre a vida e sobre o sua caçada. São cenas tão boas, com diálogos tão bons que eu os tenho decorado. Foi com espanto que ontem ao assistir ao filme percebi que me lembrava das falas e as recitava juntamente com ele.  A única pessoa a quem John considera tão capaz quanto a si mesmo é o roteirista Pete que ainda sim acaba por se distanciar de John, tamanha sua determinação em relação as suas posições. É impossivel não me identificar com John Wilson. Vejo muito de mim e muito do que admiro num ser humano em Wilson. Ele é totalmente informal, irresponsável, egocentrico, mas ele age deste modo dentro de uma estrutura social podre que é a Show Business.  Ele é extremamente humilde com os africanos e com quem é ninguém no mundo. Uma pessoa que diz que seus compromissos profissionais sempre podem esperar enquanto suas paixões devem ser satisfeitas de forma urgente. Acho que sempre agi assim também, embora o resultado dessa empresa seja sempre desastrosa ou pelo menos pouco recomendada.

 

De qualquer modo o filme é SUBLIME. Economico, enxuto, simples e repleto de diálogos históricos. Isso mesmo HISTÓRICOS, pois não dá pra esquecer as frases que o Wilson usa pra devastar seus oponentes do meio Hollywoodiano. Um filme Sensacional. Sem dúvida alguma incluído no meu Top 20, ou até mesmo no meu Top 10. Pra assistir tem que baixar no Torrent.



Escrito por pedro_rock13 às 12h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

EXTRA EXTRA ESTRELISMO POR PARTE DOS ATORES E DIRETOR CONDENAM A FILMAGEM DE BILHETE QUASE PREMIADO ou

 DEMISSÃO SUMÁRIA ou

MORTE SÚBITA

cemiterio.jpg image by titcha

 

Está parecendo uma sina. 2004 – larguei de uma casamento de 6 anos. 2005 – minha mãe me demite da imobiliária. 2006 – Vou pra Londrina com uma moto uma mochila e um violão nas costas, quebro a cara.  2007 -  estudo como louco para um concurso na Justiça Estadual e faço uma puta redação, saio do w.c. comemorando, mas sou preprovado por uma média de 2 questões no concurso Carlos Chagas ( se fosse Charlie Kaufman eu passava ) que usa de sacanagem pra avaliar as interpretações de texto, tendo como certo a questão menos provável entre duas.  2008 -  Vendo minha moto pra ir no show do Chuck Berry e na hora H acabo por não ir.  2009 – 2 meses de concentração num Curta Metragem com 8 amigos e no penúltimo dia de filmagem o Titanic afunda. Está parecendo uma sina. No ano que vem vou ficar esperto quando uma idéia estiver se formando, vou sempre considerar o segundo projeto, já esperando o primeiro afundar. É complicado explicar isso pras pessoas. Na real eu estou aqui escrevendo pra explicar pros amigos ou alunos que vierem me perguntar quando sai o filme. Eu TENHO que escrever, pra me poupar diversas explicações.  A questão é que ainda é um tanto inexplicavel até pra mim.  Vou tentar. Como as pessoas que me conhecem sabem, eu estava participando de um Curta Metragem com 8 amigos e acho que já faziam 2 meses. O Curta estava ficando massa e depois de 3 Teasers resolvemos parar de divulgar e filmamos alguns outros. A idéia era fazer o filme mal feito e depois bater pra valer. Foi o que fizemos. Nos ultimos 20 dias ou 1 mês paramos de filmar e fiquei incumbido de me concentrar nos atores e o DEIVES que é o responsável pelo roteiro, direção e edição, se concentrar em aprimorar a edição com novos programas. Foi o que fizemos. Eu, o Boca e o Carioca nos reunimos em casa e ficamos passando nossas falas. Fomos na semana seguinte num boteco e ensaiamos gravando o resultado. Neste fim de semana seria a gravação oficial. O SPINA que tinha saído do projeto voltou como o protagonista GERALDO, um papel difícil pra caramba de fazer. Só o SPINA, um artista nato daria e deu conta. A questão é que fui na Pós Graduação no sábado de manhã (04/07), enquanto os caras filmavam o SPINA e após a 13 horas nos encontramos na minha casa para as outra locações. Acreditávamos estar filmando cenas ótimas e o DEIVES, DENIS, ORALDO e o SPINA estavam deste as 7 horas sem se alimentar e permanceram assim até as 16 horas, quando saiu uma carninha assada. Eu fui o único cara que chapou o globo e mamei sozinho meio litro de Conhaque. Eu estava muito feliz, mas me lembro que quando cheguei eu estava irritado e acho que fui chato com as pessoas no início. .Mas depois de alguns goles eu estava muito feliz, como eu sempre fico quando estou com meus amigos e fazendo algo que eu gosto muito, assim como tocar. A questão é que uma onda de terremoto estava se formando e não pudemos percebê-la. Isso por que ela foi silenciosa. Filmamos algumas cenas na avenida e depois fomos para o trilho de trem. Lá aconteceram algumas discussões entre nós ( eu, o Boca e o Carioca ) com o DEIVES sobre a continuidade. O SPINA estava nas últimas e tinha que se atirar de um lugar alto. Ele não estava muito afim. Isso tudo foi irritando o DEIVES, sem que percebêce-mos. Na cena final tínhamos que correr pelo trilho e subir um longa escada de ferro, que é moleza pra qualquer moleque,mas na nossa idade fica difícil fazer a cena 4 vezes ou mais, sem contar o que corremos no trilho. O DEIVES não gostou da nossa indisposição. Hoje conversando com ele, me contou que esperava que déssemos o sangue e com toda razão que dou a ele, disse que estávamos relaxados, péssimos,  pois sabíamos que estávamos com o papel garantido e que rolou certo estrelismo. Sabe,é difícil receber essa crítica pois ela diz implicitamente que voce se achava melhor que os outros. Como eu fui o único a beber nas filmagens e fiquei brincando bastante, deduzi que a crítica é pra mim. Não dou razão pro Deives no sentido que estrelismo quer dizer que voce se sente superior ou com mais privilégios que o outro e isso jamais aconteceu da minha parte, nem aconteceria, pois sou contra arrogância e tratar os outros mal. Mas concordo com ele na questão em que esse estrelismo pra ele se refere também a questão de estarmos com os papéis garantidos e portanto mais relaxados. Na minha defesa tenho a dizer que como já fizemos quase todas as cenas antes, nos sentíamos confiantes e sem acreditar maiores dificuldades pela frente, daí a questão de sentirmo-nos garantidos na posição. A questão era que os caras ( DEIVES, ORALDO e DENIS ) estavam tensos e nós atores estávamos despreocupados e seguros, acreditando que o melhor estava sendo capturado pela câmera. Agora vou direto para meus erros: eu concordo com o Deives que bebi um monte ( embora ele tenha deixado isso implícito e nunca me disse uma palavra que não fosse uma indireta pelo orkut ) e que fiquei zoando com todo mundo e que isso não era apropriado naquele momento. De forma alguma. Mas também acho que ele como diretor devia ter chego em mim e falado. Mesmo por que o DEIVES é um cara de falar as coisas na bucha. Ele fala o que tem de falar. Ele devia ter chegado em mim e dito: “ Cara, voce bebeu demais e está atrapalhando, volta pro papel “ ou  “ Pessoal, estou descontente com a filmagem e vou parar agora se não for do jeito certo “  eu não iria brigar com ele, nem partir pra porrada. Pode não parecer, mas sou civilizado, sei ouvir e estava envolvido, queria que o projeto fosse adiante. Se ele me dissesse com convicção eu acreditaria e ficaria envergonhado. Mas ele foi segurando tudo isso dentro dele. Partimos pra outra locação e na ponte ( me desculpa Deives mas vou falar o que penso ) tinha um erro de continuidade gritante que tentamos ( eu, o Boca e o Carioca ) explicar e até forçar a cena. O Deives aceitou, mas ninguém podia supor que de contragosto e que com a paciencia a zero. Deives, fica aqui minha dica pra sua próxima produção – falar na cara e na hora quando está descontente. A coisa rolou e o cansaço também. Ele ficou incoformado de estarmos cansado tento filmado tão pouco, sendo que eles estiveram desde as 7 AM sem parar. O Deives internalizou toda essa angústia, raiva, frustação e não compartilhou com ninguém, tanto que todos fomos embora pensando ter sido um dia incrível. Acordei ontem ( domingo ) com um recado dele pelo meu orkut dizendo que a equipe foi péssima, que não sabíamos nossas falas, que ficávamos perguntando o tempo todo pra ele sobre o que fazer ( diretor não é pra isso ? )  sobre minha embriaguez e sobre a questão de sentirmo-nos estrelas e que o projeto estava terminado. O Deives afirmou que continuaría com algumas pessoas do projeto, mas que se livraria de outras. Evidentemente todos ficamos surpresos. A sensação foi como a ter conhecido a garota dos seus sonhos e no momento do Amor voce brochar. Foi assim que me senti, assim como todos os 8 envolvidos. A questão que mais martelou minha cuca desde então e que mesmo pergutando para o Deives não foi respondida com satisfação  é a seguinte: Como uma equipe que há 2 meses se dedicava e que vinha recebendo elogios por parte dele em relação aos nossos personagens e empenho pode ser descartada por que 1 único dia foi mal ? Mesmo que todas suas críticas procedam, como podemos por 1 único dia de amadorísmo ou mal desempenho ser descartados sem uma comunicação grupal, sem uma reunião,  sem se discutir os problemas existentes ? Qual das partes está se sentindo melhor que os outros ? Falhamos pra caralho Deives, mas na minha opinião sua falha foi  igual ou maior do que a nossa por não ter tido  comunicação alguma conosco. Como se dirige uma equipe sem conversar ?  Voce jamais transpareceu ( ao menos pra nós ) seu desapontamento ou frustação. Sua função era chamar todo mundo a atenção e advertir: “ rapaziada, vou parar se continuar essa merda. Está horrível. Voces estão foda. Vamos conversar. Vamos acertar o que está errado. Voces estão comigo ou sem mim ? “ Tinha que rolar uma sinceridade. Uma posição de chefia. De repente a gente acorda no domingo e todo mundo lê no seu orkut que tudo acabou por que todo mundo foi péssimo. Espero que o DEIVES ( que sei que vai ler esse texto ) entenda que assim como eu li suas críticas ( embora implícitas ) sobre mim,eu também tenho algo a dizer, embora detestaria ofendê-lo, ou magoá-lo de alguma forma através desse texto. A questão é que era inevitável falar sobre esse assunto já que muita gente vai me perguntar a respeito. Mais um detalhe  que ficou martelando minha cabeça. Infelizmente eu tenho uma memória incrível. Eu li 3 vezes o recado do Deives pelo orkut, mas sou capaz de dizer com exatidão tudo que ele escreveu e muitas palavras ficaram retumbando na minha cabeça com se fosse um mantra maldito. Entre tantas coisas que ele escreveu e que nem eu nem ninguém da equipe concorda,  uma em especial foi bastante estranha. Ele elogia pessoas que participaram 1 dia apenas do projeto e outras que participaram pouco e que nem a fala sabiam ( segundo ele ) e também elogiou pessoas que não precisavam se preparar durante a semana pra gravação. Por outro lado, nós os atores que estamos a 2 ou 3 meses nesse projeto, que nos dedicamos, que recebemos vários elogios por parte dele e que que juntávamos no meio da semana pra conversar sobre o filme e tentar desenvolver nossos personagens, não fomos citados, o que nos faz inferir que nós fomos os responsáveis pelo fim do projeto. É um tanto contraditório ou pelo menos provocativo o elogio de pessoas que nunca se envolveram em contraposição á crítica oculta dos que mais se dedicaram ao projeto. É como no Capilismo: Voce pode ter sucesso na sua área e vai ter seus méritos por isso, mas se voce falhar uma única vez, vai sempre ser lembrado pela sua falha e não pelos 3 meses de acerto. Acho que jogar tudo pro alto literalmente de um dia pra outro é uma atitude um tanto irrefletida. É desperdiçar muito tempo, conversa, dedicação e trabalho por estrelismo ( agora é minha vez de usar esse termo ). Acho que o  Deives cometeu suicídio com todo mundo dentro do carro. Ele estava dirigindo um automóvel e resolveu que atiraria o automóvel contra um rochedo, no entanto, ele não consultou ninguém dentro do automóvel e nem deu chance para que se pudesse mudar o caminho que trilhávamos ou que pudéssemos fazer algo para lhe aplacar a angústia que estava sentindo. Não houve uma reunião dentro do automóvel. Quando ficamos sabendo o carro já estava estraçalhado e todos estávamos  mortos. Como definir isso ? Todo mundo ficou  bastante frustrado, inclusive ele, pode apostar. Acho que cometer suicídio foi uma forma de punir a todos e mostrar de quem era a bola. Conversar era mais difícil. Cometer suicídio era difícil também mas ao menos reservaria o sabor de uma vingança se mostrando  apropriado na medida que expurgaria  a alma de quem o cometesse. Ainda acho que com homens de 30 anos de idade, a melhor solução é a conversa. O Deives não pensa assim. Eu converso com os caras e todos estão indignados, mas ninguém vai falar nada pra não haver atrito e por uma questão de amizade e cortesia. Sobrou pra mim falar o que a equipe pensa, mas espero que minhas palavras apenas tenham expressado minha opinião sem qualquer intenção de ferir o Deives. Afinal já passamos um bocado de momentos agradáveis como amigos e eu detestaria  ofender, ou magoar, ou atacar o Deives, pois espero que ele continue frequentando minha casa. Além do mais ele é uma Fera na Edição. Eu tenho certeza que poucos ou quase nenhum profissional se iguala a ele na edição aqui em Rio Preto. Eu não preciso ir na Tv Tem e conhecer os profissionais de lá, pois jamais vi nada comparado com a edição que o  Deives faz. Ele é foda demais nisso e sua vocação está aí. Eu falei pra ele no sábado que ele jamais pode aceitar outro emprego, pois isso minaria sua criatividade e lhe deixaria insatisfeito. Sua área é o cinema, pois ele é muito bom na edição além de que isso lhe da prazer por dominar esse campo com perfeição.

 

Pra terminar, acho que por ter esse blog, coube a mim a má notícia. Resumindo, acho que da minha parte faltou profissionalismo e que da parte do Deives faltou comunicação. Baixas : desperdiçamos um bocado de tempo e trabalho em uma situação que terminou de modo desagradável para todos. Uma pessoa escolheu por todos.  Um detalhe: com mais 2 dias de filmagem terminaríamos o filme. Isso é bastante chocante e frustrante.De qualquer modo, eu continuo o mesmo e espero que nem essa situação nem esse texto estrague minha amizade com os irmão TONON do qual eu admiro tanto. Do mais estou todo sábado aqui em casa pra bater papo com os amigos e tirar um som e quem sabe fazer cinema.

 



Escrito por pedro_rock13 às 09h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA

 

Quem me conhece de longa data sabe o que eu penso sobre o MARIO BORTOLOTTO. Eu sou muito fã do cara. O MARIO BORTOLOTTO nasceu e morou grande parte de sua vida em Londrina. Nós tínhamos amigos em comum. Vi o Mário várias vezes por lá, mas infelizmente naquele tempo eu era muito tímido pra puxar papo com ele e por outro lado ele era um bêbado de pouca conversa. O máximo que nos aproximamos foram alguns cumprimentos.  Eu já tinha assistido algumas peças dele em Londrina, mas nada que me entusiasmasse e quando comecei a ficar fã do seu trabalho em 1999 foi justamente na época em que ele se mudou para São Paulo. Lembro que nesse ano o Humberto ( Cherry Bomb ) me trouxe um Cd que o Mário tinha acabado de gravar chamado OS CACHORROS NÃO GOSTAM DE BOURBON e eu tinha adquirido um livrinho dele genial chamado MAMÃE NÃO VOLTOU DO SUPERMERCADO.  Quando ouvi o Cd e li o livro, eu já sabia: não tinha mais volta. Pra se ter uma idéia do quando eu gosto da escrita e das influencias do Mário, basta dizer que pra mim ele é o único escritor brasileiro que gosto de ler, com  exceção do ARNALDO JABOR e do DIOGO MAINARDI. Detesto Carlos Drummond e Guimarães Rosa e tantos ícones de nossa literatura, mas por outro lado adoro a literatura cachorra e de buteco do Mário. Não era pra menos, nossos ídolos são os mesmos: BUKOWSKI, JOHN FANTE e uma porrada de escritores tidos como malditos. O Mário teve coragem. Sempre acreditou nas suas peças e na sua escrita e hoje ele começa a ser reconhecido nacionalmente. Outra caractéristica que aprecio no Mário é que ele não se restringe á uma única arte. Ele atua em teatro e cinema, escreve peças, livros, roteiros, compões canções geniais e canta em duas bandas de Rock n´ Roll e Blues da melhor qualidade além do fato de ter um dos blogs mais legais do Brasil que é o atirenodramaturgo.zip.net  Eu frequento o blog do Mário desde 2004 e já li coisas incriveis por lá. Teve uma época em que eu salvava o blog dele no meu pc e até hoje tenho esse material guardado. Sempre que consigo adquiro algum livro seu, embora meus livros tenham sido vendidos de maneira ignominiosa por ....... bom, voces sabem por quem.  A questão é que no Cd OS CACHORROS NÃO GOSTAM DE BOURBON havia uma música muito interessante chamada NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET que era o nome de  uma peça de teatro do Mário. Depois de tantos anos no ostracismo, essa peça foi montada em Paris há uns 4 anos atrás e o Mário recebeu passagens exclusivas pra poder acompanhar a peça. Ano passado essa peça virou um filme que por questão de direitos autorais teve que mudar de nome para NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA. Parece que a Chevrolet não aprovou o uso do nome. Então eu acompanhei algumas noticias da produção pela internet. O filme foi lançado este ano e antes de ontem o grande amigo TIAGO SPINA trouxe o filme pra mim. O Bortolotto é polêmico. Ele brigou e xingou abertamente o roteirista do filme, o DI MORETI por ter mudado certas falas, o que no ponto de vista do Mário, depreciou sua obra. Teve muita polêmica em cima disso e muitas balas disparadas dos dois lados em público. Mesmo assim o filme ganhou um festival de melhor filme e melhor roteiro. Na realidade arrecadou um punhado de prêmios que não me lembro agora. O Mário também ganhou um prêmio pela trilha sonora que foi toda escolhida a dedo por ele. A trilha é sem dúvida ANIMAL e Rock n´ Roll pra caralho. E detalhe:em muitas partes composta por amigos do Mário.

 

NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA me surpreendeu por vários aspectos, a começar pela produção. Não é um filme mal feito nem barato. Tem uma grande produção por trás. As primeiras cenas são de matar. A abertura em animação é fudidaça. O filme conta com atores bem conhecidos como Jonas Block, Marilia Pera, Maria Luiza Mendonça, Paulo Cesar Pereio, Dercy Gonçalves a até uma participação discreta do MAGUILA, sem contar um ponta do próprio Mario Bortolotto. Por aí já dá pra perceber que não é um filminho qualquer, pelo contrário, foi o melhor filme nacional que vi nos ultimos tempos. Isso se explica pelo fato de que me identifico com o mundo, ou melhor, com o submundo criado pelo Mario. Ele gosta de bebedeiras, boxe, bares com sinuca, gente excluída do sonho de prosperidade capitalista, demônios pessoais e a fuga dessa realidade através da criação de mundos próprios. Muitos dos amigos do Mário que aprendi reconhecer através de fotos em seu blog estão no filme. O garoto Slide que é interpretado por Gabriel Monteiro ( atua numa peça com o Mario ) é amigo dele e tem futuro. O garoto é bom e vai longe. As atuações do MILHEM CORTAZ é primorosa e o Leonardo Medeiros que faz o alter ego do Mário além de bom ator consegue ser carismático somente com sua voz, uma vez que o personagem é fechado dentro de si. A história conta a vida de 4 irmãos ladrões de Opala e de tradição no Boxe que perde o pai ( um canalha, bastante autobiográfico ) e que se encontram desestruturados e cada um buscando sua função no mundo. O filme é muito massa. Eu tenho trabalho pra concluir e filme da Pós Graduação pra assistir e apresentar, mas não consegui deixar de ver esse filme. Achei fantástico. Mesmo com o Mario tendo reclamado das mudanças no roteiro, tem frases suas que são como uma impressão digital. Frases que são a própria história do Mario em seus textos. Como já disse a trilha sonora já vale o filme. O filme abre e termina com o Mário cantando sua adaptada música Nossa Vida Não Cabe Num Opala. O final do filme  é bastante intrigante e instigante ao mesmo tempo. Leva a uma reflexão. Mas tenho certeza que quase ninguém vai gostar. Eu já esperava por um fim assim, pois quase todas peças do Mario tem um fim abrupto, um corte onde voce pensava existir mais pra dizer. Num primeiro momento eu não gostei do final, mas hoje analisando, mudei de idéia e achei perfeito. Esse é um daqueles filmes que assim como Sinedóque, eu não tenho coragem de apagar do computador. Estou sem espaço, mas pra certas obras sempre vai ter espaço prioritário, essa é uma delas. Então fica aqui minha dica pro fim de semana: o excelente filme ( na minha opinião) NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA, é só buscar no google que tem um monte de sites se dispondo a baixar ele pra voce. Mais uma vez, MARIO BORTOLOTTO, meu grande ídolo.

 



Escrito por pedro_rock13 às 11h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PEDRO ROCK VOLTOU

 

Finalmente estou de volta. Fiquei dias desativado pois meu programa preferído ( e hoje indispensável ) Jammer, parou de funcionar. Todo mundo tentou consertar em vão, então meu primo levou meu pc no início da semana e só me devolveu hoje. A gente sente falta dessa merda. A questão é que mesmo com tudo novo o Jammer não queria rodar, por sorte o Spina estava aqui em casa e de uma maneira que somente ele sabe fazer, quebrou a cabeça e conseguiu o Jammer de volta pra mim. Agora posso tocar guitarra de novo. A questão é que a equipe do Curta Metragem Bilhete Quase Premiado está se unindo de novo e agora as coisas estão ficando tensas. Quando anunciei um mês atrás ( acho  que pelo orkut ) que as filmages estavam pra valer, eu me equivoquei. Mais uma vez: como nunca fizemos Cinema antes, não temos experiência e queremos que esse Curta saia bacana, por isso abrimos mão de fazê-lo de qualquer modo e mais uma vez nos empenhamos na produção. Eu fiquei incumbido de treinar os atores que vão atuar comigo. Então passamos uns 20 dias sem filmar nada e somente preparando tanto os atores quanto a pós produção através de novos softwares de edição. Eu, o Boca e o Carioca ensaiamos por duas semanas nossas falas aqui em casa e agora está chegando a hora. No sábado vai ser o primeiro dia de filmagem Definitiva, o que a gente filmar agora, vai ficar. Então agora estamos nesse semi Stress de nos preparar pra tacada final. Amanhã vai haver uma premilinar bem significativa pra definir alguns papéis e o negócio vai começar a ficar bom. Acho que foi bastante tempo falando e pensando nisso. Gravamos outras imagens e Teasers que não postamos pra não estragar a graça, e agora vamos fazer o troço ficar bom. Está todo mundo animado e um pouco agitado, mas pra mim, prazer e alegria são isso: se juntar com os amigos e brincar como se fossemos crianças. O meu grande amigo Wendell montou um blog, mas como peguei o pc agora, ainda não conferi, depois posto aqui alguma coisa. Outra boa notícia é que os ingressos para o show do Chuck Berry foram adquiridos com sucesso. Eu e o Boca pegamos lugar na área Vip ( o mais próximo do palco possível, na segunda fileira, se não me engano ) o Rato e o Wendell vão ficar ficar um pouco mais atrás. Vai ser um dia Histórico:  19/08/2009 Pedro Rock vai assistir ao seu ídolo máximo CHUCK BERRY de pertinho. Será que eu aguento? Bom, se eu não fizer nenhuma cagada dessa vez, estarei lá. Outra boa notícia é que essa é a última semana de aula. Eu já não aguentava mais trabalhar tanto. Infelizmente, vou ter que permanecer na escola mesmo sem aluno até dia 13. Estou corrigindo muitas provas , mas vai passar. O importante é que sábado começam as filmagens. Hoje gravei uma música do Robert Johnson ( pra quem não conhece, foi o cara que praticamente popularizou o Blues e morreu no dia do meu aniversário, mesmo dia da morte do Elvis, com apenas 20 músicas gravadas ) quando o Spina chegou em casa eu estinha gravado essa música, mas sua chegada mudou as coisas e  gravamos a mesma música sob a ótica do Mestre Spina. Quem quiser ver clica aqui:  http://www.youtube.com/watch?v=9YfRXO5dfZo

 

De qualquer modo estou de volta nesse blog. Vou tentar ajeitar o menino, pois anda muito largado e praticamente desativado. Vou tentar. Do mais fica um abraço pros amigos distantes em especial pros que estão em Goiânia, Floripa, Minas, Cornélio Procópio e Sampa. Valeu galera, como é ruim ficar desativado !!!!

 

 

 



Escrito por pedro_rock13 às 18h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Vou postar um texto de um amigo distante chamado ARIEL. Trocávamos email falando sobr saudade quando ele escreveu esse. Muito Bom.

CASSIOPÉIA
 
Esticou o braço esquerdo e, um pouco irritado, desligou o rádio-relógio. O poster da Lucélia Santos na parede tinha pra ele o valor da Monalisa. Ajeitou o terno e as ombreiras em frente ao espelho. Aquele dia seria um dia como outro qualquer, em Cubatão ou Calcutá. Atravessou a cidade com seu Monza do ano em direção à fábrica de brinquedos eletrônicos onde trabalhava. A televisão era a nova igreja e as crianças o novo mercado consumidor dos anos 80. No toca-fitas do carro tocava Big in Japan e Cássio cheirava a sua carreira bem no centro de Campinas. Aquele dia foi um dia comum. Nada acontecia na vida de Cássio, enquanto tudo acontecia no mundo a passos largos e traiçoeiros. Um dia Cássio desapareceu junto com o Prince e o Pogobol. No ano do Monza, o Lula perdeu a eleição, o Lobão foi preso e muitos artistas morreram de AIDS. Foi mais ou menos assim. Que Deus Cronos me perdoe! Depois veio a Lambada, o Vanilla Ice derreteu, a inflação acabou, mas todos os meus amigos continuam procurando emprego.

Ariel
 
 


Escrito por pedro_rock13 às 09h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




MORRE  O MR. BIZARRO

 

Morre o Sr. Bizarro. Eu  não ia comentar nada aqui. Ia deixar passar em branco. Mas hoje já na minha primeira aula de Sociologia escutei os alunos reclamarem e não aguentei: parti para o ataque. É irresistível demais. Agora meu esporte preferido ficou sendo alvejar o michael jackson com minhas opiniões pouco ortodoxas. Em primeiro lugar, eu nem tenho Tv em casa, mas fico imaginando o que a mídia vai fazer. É a festa da carniça. A mídia queria matar um astro por semana pra poder tripudiar em cima do cadáver fresco. A questão é que eu não tinha bronca do michael jackson, somente dó. Vou usar uma de minhas frases preferidas: ele era tão pobre, mas tão pobre que só tinha dinheiro. Era assim que o via, com pena. Mas agora que a mídia está criando comoção em torno dessa figura bizarra, eu não posso suportar a tentação de disparar minha metralhadora giratória. Eu estou feliz que ele tenha morrido. Parece que o mundo ( que é outra merda ) ficou melhor. Olha só:  depois que ele morreu eu e o Boca fizemos 3 músicas e o DENIS PETER lançou sua video aula ensinando a dançar http://www.youtube.com/watch?v=6btkitEcYL0. Hoje aconteceu um fato inédito nesta cidade estéril, o dia amanhaceu com um Fog extremamente denso. Acho que isso é um bom sinal. Sinal de que o mundo está se limpando da energia negativa daquele mala que morreu ontem. Acho que todos vamos ficar mais criativos sem Mr. Bizarro.  O que me indigna, é o fato das pessoas não pensarem. As pessoas simplesmente preferem que pensem por elas. E a mídia faz isso, a mídia pensa e constrõe impressões, conceitos e emoções sobre as pessoas.  Eu concordo com o DIOGO MAINARDI ( colunista da Veja ) : “ Quando muito brasileiro está de acordo com alguma coisa, é por que esta coisa está errada “ . É o que está acontecendo agora. Por que estão endeusado o Mr. Bizarro ? O que esse cara fez pro mundo ? Quem era esse cara ? Tirando o álbum Trilher que vendeu 40 milhões de cópias ( claro um feito histórico, o album mais vendido do mundo ) o que esse cara contribuiu pra gente ? Esse cara faz uma merda de som. Uma merda. E ainda era pedófilo. O cara ficou vivendo de sua imagem dos anos 80 e vivia dentro de uma incubadora com medo dos micróbios. Quem aguenta ouvir uma música desse merda que não seja do álbum Trilher ou de quando ele era criança e cantava com os Jackson´s Five ?  Ninguém de bom gosto aguenta. Agora a gente vai ficar venerando uma figura tresloucada dessa pra que ? Ontem dei uma aula de Sociologia em que expus a tese que meu primo OTÁVIO criou há anos atrás: DE QUE TODA HISTÓRIA DA HUMANIDADE ESTÁ CONSTRUÍDA EM CIMA DE MENTIRAS. Eu concordo demais com essa teoria. Veja os livros de história por exemplo: está repleto de mentiras, mentiras sobre o descobrimento da América, mentira sobre o genocídio dos índios disfarçado de catequese, mentiras sobre as reais circusntancias de que se foi feito a Revolução Industrial, mentiras sobre o Atentado em 11 de SETEMBRO, mentiras sobre as Guerras, mentiras sobre a Copa de 98, mentiras sobre o Congresso. A nossa civilização vive em cima da mentira. Adoramos a mentira. Detestamos quem fala a verdade.Os filmes Americanos sempre mostraram isso: que no caso de uma invasão alienígena, os governantes manteriam sigilo da população e voce pensa que isso é ficção ?  Adoramos ser enganados. Adoramos quando o Lula diz que não tinha conhecimento do Mensalão, adoramos ouvir o Paulo Maluf dizer que o dinheiro não é dele, adoramos ouvir que o ronaldo teve uma convulsão na Copa de 98. Adoramos acreditar que o Brasil vai ser o país do futuro. Hoje, nesta sexta feira dia 26 de Junho de 2009 nós adoramos pensar que o michael jackson foi um grande cara e que foi um sujeito bacana e que a humanidade perdeu um gênio. Nada como ser brasileiro. A vida fica mais fácil quando se é brasileiro, pois como dizia John Lennon: A IGNORANCIA É UMA BENÇÃO.



Escrito por pedro_rock13 às 08h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Enquanto estou sem tempo pra escrever vou usar a velha estratégia: postar um texto antigo, mas sobre um livro muito massa de um Ingles que vale a pena ser lido: NICK HORNBY

ALTA FIDELIDADE - NICK HORNBY

Existem umas felizes coincidência que acontecem na vida da gente.  São bem poucas, mas existem. No final do ano eu estava lendo com  bastante interesse e estava viciadaço em Bukowski. Não é por menos.  O cara é o  melhor da literatura despojada e descomprometida que o mundo já viu. Bukowski tem uns diálogos bem cinematográficos. Tem uma maneira de falar que os roteiros de  cinema imitam bastante.  Mas a questão é que eu estava lendo o livro HOLLYWOOD do Bukowski e já estava desesperado com o que leria depois. Quando você lê algo genial, você fica insatisfeito de voltar à ler porcarias. Eu ficava me perguntando o que mais poderia ler de interessante que não fosse outro BUKOWSKI.

 

Estava andando no centro da cidade pensando sobre isso e me lembrei que havia aberto um sebo ali na Rua Coronel Spínola quase esquina com a Rua Silva Jardim. Resolvi dar um pulo la. O sebo é ruim pra caramba, mas tinha alguns clássicos como o ULISSES do JAMES JOYCE, alguns HEMINGWAY e algumas coisa do quais não estava à fim. Resolvi arriscar num asarão.  O livro que levei pra casa é de um inglês chamado NICK HORNBY e o título ALTA FIDELIDADE. Eu dei uma folheada e gostei do que li. Além do mais eu já tinha assistido ao filme  de mesmo nome que foi produzido baseado neste livro.

 

O filme é uma adaptação do livro. Eu o assisti em 2001 e achei o filme legal, mas nada que me impressionasse muito. Lembro que meu primo adorou o filme, mas pra mim passou um tanto despercebido. Já lendo algumas páginas do livro no sebo, a impressão que tive foi bem diferente. A narrativa em primeira pessoa me interessou. Além de diversas citações sobre cultura pop.

 

Pode parecer exagero de minha parte, mas este livro ALTA FIDELIDADE realmente foi uma das melhores coisas que li durante todo o ano. É bom demais. Sou cara que dificilmente você vai ver dando risadas enquanto assisti à um filme ou lê à um livro, mas este livro conseguiu me tirar altas risadas estridentes. Poucos conseguiram isso. Só dei risada lendo DOM QUIXOTE do MIGUEL DE CERVANTES e MISTO QUENTE de CHARLES BUKOWSKI.  Acrescento mais um à lista : ALTA FIDELIDADE de NICK HORNBY.

 

O livro trata do seguinte: Rob Fleming é um cara dono de uma loja de discos. Na verdade é um sebo de vinil usados. Ele é viciado em fazer lista sobre os seus 5 Mais. Ele tem a lista das 5 melhores namoradas, dos 5 piores foras de sua vida, das 5 melhores canções do Bruce Springsteen, das 5 piores canções para se ouvir num dia de chuva e por aí vai. Por conta disso, o livro é recheado de informações sobre a cultura pop fazendo referências à filmes, atores e sobre várias bandas de Rock, Reggae, Jazz e Blues. Ninguém escapa das referências: Beatles, Stones, Waillers, entre muitos outros.

 

O que é  realmente admirável neste livro é a capacidade do autor em levar a história adiante. A história caminha de uma maneira natural e muito criativa. Quem escreve sabe que é difícílimo fazer  isso. Todos os personagens se movem e tem vida, exatamente como a vida é. O que torna o livro muito engraçado e um excelente passatempo são as neuroses do protagonista que reflete  a paranóia do homem moderno à respeito das relações amorosas. Neste caso seu personagem é um exemplo puro de um personagem Anti- Bukowskiano. De um simples telefonema para a namorada Rob faz disso algo às vezes assustador  e de grande confusão. É engraçado por que é verdade. Sua cabeça não pára nunca. Se relacionar para Rob é uma coisa que está acima de qualquer compreensão e  racionalização. É muito divertido as coisas que passam por sua cabeça e como a história se desenvolve.

 

Existem várias passagens impagáveis como aquela em que Rob sai emburrado do enterro do pai de sua namorada Laura. Ele se dirige para um ponto de ônibus sem que ninguém o veja. Quando dá por si nota o carro de Laura virando a esquina à lhe procurar. Sem pensar Rob age como um garotinho  pulando o primeiro muro que tem acesso e fica deitado de terno em um jardim molhado esperando que sua namorada passe pela rua e desista da busca. Enquanto fica deitado no jardim molhado Rob tem consciência de que pouca coisa neste mundo pode ser mais humilhante do que a cena em que se encontra e da atitude que tomou tendo 36 anos de idade. Ele fica deitado lá até que sinta cãimbras enquanto tece comentários silenciosos sobre seu futuro e quando decide pular o muro de volta para a rua, nota com surpresa que sua namorada Laura o estava esperando do outro lado do muro.  Muito hilária esta cena. Existem outras no mesmo nível.

 

Fiquei surpreso por gostar tanto deste livro, mas ele é uma excelente leitura de entretenimento. É dinâmico, não te enrola e te faz rir. É evidente que depois de terminar de ler vou novamente reassistir ao filme, mas tenho certeza que o filme jamais conseguiu capturar as neuroses engraçadas do personagem Rob Fleming. Eles nunca conseguem. Lembro que o filme é com o John Cusack e com o excelente Jack Black. Esse foi escolhido à dedo para o papel de Barry. Não poderiam ter escolhido em todo o planeta Terra alguém mais parecido com o Barry do que Jack Black.

 

Eu havia começado à lê-lo no fim do ano e dei uma estacionada na leitura  para AS FESTAS. Retornei à lê-lo nesta semana  e estou feliz por tê-lo comprado. Recomendo à todos que quiserem se divertir. Excelente entretenimento. Taí a dica: ALTA FIDELIDADE de NICK HORNBY.

 



Escrito por pedro_rock13 às 18h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 O EXTREMO

 

Agora é Sexta Feira quase 23 horas. Estou em frangalhos. Ando enfrentando uma maratona desumana. Até mesmo pro Pedro Rock. Afinal ele não é tão Rock, ou seja, tão Rocha assim. A questão é que o Blog está quase que abandonado em virtude dessa maratona extremista que estou passando. Acordo de segunda a sexta as 5:45 da manhã. Uma coisa impensada e por si só, irracional e desumana. Vou citar John Lennon mais uma vez: “ É impossível se fazer qualquer coisa criativa antes das 10 da manhã “. Vejam bem, não sou só eu que está dizendo. Um gênio das Artes disse isso. Além de acordar esse horário todos os dias, ainda minha profissão me obriga a lhe dar com pessoas má educadas e agressivas. É preciso tato. Se não bastasse, estou na semana de provas na faculdade que faço em outra cidade. Estou fazendo duas provas por dia. É desumano. Terça feira tive que ler 15 textos pra uma prova. Na quarta fiz duas provas ao mesmo tempo. Hoje quase a mesma coisa. Eu não aguento. Mesmo por que acho o fim da picada ter que aguentar mais uma faculdade com suas exigencias absurdas. Eu preciso de tempo pra me dedicar ao Rock n´ Roll e ao nosso filme que está cada vez mais bacana. Optamos por não mais divulgar quaisquer imagens até a finalização. Então fica foda, fazer tudo isso e ainda ter tempo pra escrever nesse Blog. Eu não estou suportando. Se a vida é isso, eu não quero mais pertencer a esse merda. É foda demais, eu não sou tão fodão assim. Eu não sou o Steve McQueen, eu não sou o Papillon. Estou quebrando. Se as férias não chegar logo eu vou desistir de algo. Qualquer ser humano tem que ter tempo pra se dedicar ao que gosta, senão esse negócio chamado vida, vira uma merda. Estou cansado de cumprir burocracias. Nem filmes assito mais. Pra piorar amanhã que é sábado, tenho que acordar cedo de novo, pois tenho Pós Graduação. Tudo isso pra morrer Pobre. Grande merda. Tenho certeza que vou morrer antes de poder surfar no Hawaii. A questão é que estou no limite. Ou chega as férias ou eu entro em coma. Preciso dormir. Preciso de férias. Meu conselho, não sigam meu exemplo, caso contrário voce deixa o tempo passar e morre pobre. Faça como nossos ídolos: dedique-se a Arte. Todos meus ídolos foram artistas. Nenhum deles foi professor ou qualquer outra merda. Seja artista ou morra infeliz.



Escrito por pedro_rock13 às 23h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CHUCK BERRY, 19/08/2009, EU VOU !!!!

DEUS EXISTE, VOU TER MINHA SEGUNDA CHANCE

Amanhã, dia 18 de Junho vai completar 1 ano do que chamei de “ O Dia Mais Triste da Minha Vida ‘ isso por que meu maior ídolo da guitarra CHUCK BERRY veio ao Brasil e eu não fui. Foi uma história louca demais pra contar aqui. Eu vendi minha moto pra ir nesse show, combinei com o amigo SALINAS que mora no Paraná de irmos juntos até São Paulo. Por conta de desventuras que não vale a pena ser mencionadas, eu desisti  em cima da hora de ir ao show. Foi muito frustante e desapontador. Eu detesto falar desse assunto. Se tem um assunto que me incomoda é esse. Na ocasião muitos amigos me mandaram email perguntando como foi o show, pois eu fiz propaganda um mês antes. A questão é que escrevi um texto explicando todas as razões do por que não fui ver o show da minha vida. É uma história triste e de desencontros. Uma pena. Eu fui burro e paguei o preço por isso. No Natal do ano passado o HUMBERTO me mandou um email de Nova York me contando que tinha acabado de ver um cartaz do CHUCK BERRY, iria se apresentar dentro de poucos dias em NEW YORK CITY. Semana passada a equipe de filmagem estava reunida aqui em casa eo  CARIOCA me perguntou mais uma vez por que eu não fui no show. Foi foda ter que explicar mais uma vez. Pra resumir, foi um confluência de situações. Não foi só uma situação isolada. De qualquer, modo acabei de chegar em casa agora e me deparei com esse email MAGNÍFICO do meu primo GUSTAVO. Desta vez não dá pra perder. Nem que eu tiver que vender todas minhas guitarras, tudo o que eu tiver. Não vou nem postar o link, vou postar a matéria inteira aqui. Esse é o cara mais legal que já ouvi. Acho que tudo que sei fazer na guitarra veio dele. Não é a toa que ele é tido como o PAI do ROCK N´ ROLL. É um gênio. Sua música chave Johnny B. Good está neste exato momento tocando em algum lugar do espaço, pois a NASA mandou ela sendo executada sem parar numa capsula como uma mostra do legado humano. Acho justo. De qualquer modo já vou deixar avisado os amigos que provavelmente se interessarão: WENDELL, BOCA, RATO e SALINAS. Entrem em contato comigo que esse show eu não perco nem debaixo de um furacão. DEUS EXISTE, VOU TER MINHA SEGUNDA CHANCE.

Aqui vai a matéria que meu primo achou no UOL:

Chuck Berry e Jerry Lee Lewis voltam ao Brasil no segundo semestre

Da Redação
  • AP

    Jerry Lee Lewis e Chuck Berry, as "lendas vivas" do rock que voltam ao Brasil este ano

Duas lendas vivas do rock, Chuck Berry e Jerry Lee Lewis voltam ao Brasil no segundo semestre deste ano para fazer pelo menos um show cada. As datas para os dois músicos estão fechadas apenas em São Paulo, mas outras apresentações ainda serão anunciadas.

O primeiro show é de Chuck Berry, no dia 19 de agosto, no Via Funchal. Os ingressos custam R$ 100 (platéia lateral), R$ 150 (mezanino lateral e platéia 3), R$ 200 (mezanino central e platéia 2), R$ 250 (platéia 1) e R$ 350 (platéia vip e camarote). As entradas estão à venda na bilheteria do Via Funchal, pelo telefone 0/xx/11/2198–7718 e pela internet.

O guitarrista de 82 anos --autor de clássicos como "Johnny B. Goode", "Rock and Roll Music" e "Sweet Little Sixteen"-- esteve no Brasil em junho do ano passado, quando se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Um mês depois é a vez Jerry Lee Lewis. Ele se apresenta no dia 18 de setembro no Credicard Hall. A data de abertura da bilheteria, pontos de venda e valor dos ingressos ainda não foram informados. Segundo a produtora do show, mais cidades serão anunciadas em breve.

Essa será a segunda visita do cantor e pianista de 73 anos ao Brasil --seu primeiro show no país foi há dezesseis anos. Eternizado por clássicos como "Great Balls of Fire", "Whole Lotta Shakin' Goin' On" e "Breathless", ele lançou seu último disco em 2006, "Last Man Standing".



Escrito por pedro_rock13 às 13h07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Olha, nem vou contar sobre o fim de semana poi aconteceram tantas coisas e passaram tantas pessoas aqui em casa que nem dá contar. A questão é que nos divertimos a doidado neste fim de semana prolongado que basta dizer que a produção do filme esta a todo vapor. o Oraldo ingressou a equipe e iss vai ajudar bastante a produção. POr outo lado eu eo Bocão estamos batendo pesado na questão das musicas Rock n´ Roll. De qualquer modo, foi um final de semana memorável. Dormimos pouco e zoamos bastante, isso faz com que a gente sinta mais cansado do que refeito. Sendo assim, vou postar hoje um texto antigo meu sobre um filme memorável.

 

SOBRE O FILME

ALFIE – O SEDUTOR

funnygames_01-2.jpg image by sataxe

 

Puxa vida, acabei de assistir á um filme fantástico. É tão bom quando isso acontece. Quando algo realmente meche com os nossos sentimentos. É como se precisássemos estar sempre provando pra nós mesmos que estamos vivos, tamanha nossa necessidade de se emocionar. É a prova de que ainda estamos sentindo algo. A arte “tem “ que imitar a vida, já que a vida se apresenta quase sempre estéril, pra um certo tipo de pessoa, do qual eu me enquadro. A gente vive pagando pra se emocionar. E quando isso ocorre, assim, espontaneamente, é tão bom quanto um abraço de alguém que voce ame.  O filme que acabei de assitir retrata com tanta precisão um tipo de pensamento que já tive, ou que talvez ainda tenho, que me causa até embaraço e  constrangimento. Nunca vi minhas angustias tão bem retratadas na tela como nessa película. Foi como aqueles casos de pessoas conhecidas que te contam que entraram na igreja e o pastor estava falando quase que exclusivamente pra ela. Foi como se tivesse um alvo em meu peito e as flechadas fossem todas certeiras. Na mosca. Alvejando sentimentos e pensamentos que tento esquecer.

 

Meu primo Otávio de 17 anos gravou pra mim no começo do ano. Me disse que tinha adorado, mas confesso que não botei fé. Desculpa, Otávio, voce estava certo.  O Dvd acusou defeito na primeira vez e pensei que nunca fosse rodar. Hoje depois de um dia tremendamente estressante e até assustador e brutal pela carga emocional  que passei, cheguei em casa em frangalhos e recolhendo os pedaços. Não sei por que diabos arrisquei colocar esse Dvd, mas  ele funcionou desta vez. Foi uma surpresa muito agradável. Adoro assistir á um grande filme. E esse é um deles, na minha opinião. Um filme que não cai na cilada dos clichês, embora te dê a falsa impressão que sempre vai cair.

 

Eu tinha lido sobre esse filme na revista Veja, há uns 3 ou 4 anos atrás. Tinha lido que era um remake de uma versão inglesa no qual o Michael Caine ( artista que gosto muito ) protagonizava o Alfie. Lembro que a matéria enfatizava que o livro que inspirou o primeiro filme era um livro bastante ousado para os padrões dos anos 60 e que o Alfie utilizava o pronome IT ( ao invés do correto SHE )  pra se referir as mulheres, que no inglês só é usado pra se referir a animais ou objetos. Era bastante machista e chocante.  Achei detestável ler isso e talvez tenha sido esse o ingrediente que me fez perder o interesse pelo filme. Mas eu  não podia imaginar que algo tão delicado e doce e ao mesmo tempo tão profético pudesse estar condenssado dentro da história de um cara assim tão machista.

 

Houve  um outro ingrediente que também não me descia, que era o ator Jude Law como o Alfie. Mas eu estava errado. O Law até que fico ótimo, ele não é exatamente o personagem, mas se saiu bem e vai se tornando mais denso e instrospectivo e existencial na medida que o filme prossegue. Suas expressões de auto crítica e de desapontamento foram muito oportunas e apropriadas. Fiquei bastante satisfeito com o trabalho  dele como ator.

 

A película é singela e ambientada em Nova York. Sem extravagância de grande produção, e perfeito em seus contornos, justamente aonde precisa ser. Conciso e objetivo, dirigido com muita competência e bom gosto. Quem assina a direção e produção é o então desconhecido por mim, Charles Shyer. Bom profissional. Vou ficar de olho.

 

 

Outra surpresa muito bacana foi a presença de uma canção belíssima que embala os momentos chaves do  filme,  de ninguém menos que Mick Jagger em parceria com David Stewart (outro que desconheço). Quando o filme acabou, fiquei voltando e voltando e voltando o final só pra ouvir aquela canção mais uma vez. Foi como comer um Elma Chips. É como eu costumo dizer : “ Todo filme bom, toca Stones “, pode reparar. Não tem um filme do Martin Scorcese que não toque. Reassisti ao filme “Cassino” recentemente e contei 5 canções dos Stones num único filme. Talvez eu não esteja certo sobre meus gostos. Mas o Martin Scorcese não pode estar tão errado assim. De qualquer modo essa doce canção foi mais um adicional de bom gosto que me fez vibrar hoje.

 

 

Alfie o Sedutor começa como uma comédia moderna, mas se revela como um drama permeado por uma  certa profundidade existencial á respeito dos relacionamentos e das escolhas que temos na vida. Pra um cara que sempre buscou a superficialidade nos relacionamentos como eu, fica difícil não se ver retratado na figura do tolo pretensioso e arrogante, tão cheio de si, que expulsa para distancias  inatingíveis aqueles que o amaram. Mas se voce, diferente de mim, não se identificar com o pensamento  e principalmente com a reflexão final de Alfie, então, meus mais sinceros parabéns ! Significa que voce não pertence a esse time de perdedores. Significa que voce, sabe identificar o verdadeiro tesouro quando o vê. Significa que de alguma forma voce sabe conduzir sua vida e que deve permanecer neste caminho.

 

 

Pra terminar, o filme Alfie -  o Sedutor tem um gosto todo especial, por que além de ser narrado em primeira pessoa ( recurso esse que sempre salientei que adoro ), o Alfie está sempre conversando com a câmera. O espectador é sempre um confidente dos pensamentos, conclusões e angustias do Alfie. Lembro que o filme que embalou minha adorável e saudosa adolescência e que também era muito maneiro, utilizou esse mesmo recurso, mas de maneira bem mais sutil.  Foi o filme  “ Curtindo a Vida Adoidado” que ajudou a plantar a sementinha do rock n´ roll em mim, ao me apresentar a empolgante música Twist And Shout, mais isso já é uma outra história.  O que realmente quero dizer, é  que o mais  bacana de Alfie o Sedutor é que o filme começa um tanto superficial, mas vai se aprofundando mais e mais de uma maneira bastante existencial dentro da reflexão de um homem charmoso, mas fútil e desprovido de sabedoria. Fudidaço. Talvez voce nem goste, mas eu não somente adorei, como recomendo aos amigos.

 

 



Escrito por pedro_rock13 às 15h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?